NEUROARQUITETURA: ENTENDA A CIÊNCIA QUE CRIA ESPAÇOS PARA ESTIMULAR O BEM-ESTAR

 

Mais utilizada nos projetos comerciais, a neuroarquitetura promete criar ambientes relaxantes. Confira como funciona e aplique em casa

 

Já ouviu falar em neuroarquitetura? O termo refere-se ao estudo da neurociência aplicada à arquitetura. Em outras palavras, como o ambiente físico impacta em nosso cérebro. “Quando aplicada ao dia a dia, a neuroarquitetura pode melhorar a qualidade vida”, explica a arquiteta, especialista na ciência.

No Brasil, os estudos relacionados ao tema vêm ganhando espaço, mas ainda voltado para os projetos comerciais que visam estimular a produtividade dos funcionários, melhorar o foco e a concentração. Porém, é possível aplicar à técnica em casa para criar um refúgio confortável e relaxante.

Para isso, o primeiro passo é realizar em um estudo sobre o morador. “É uma parceria entre o arquiteto e um profissional da saúde, que pode ser um neurocientista ou um psicólogo”, afirma Priscilla. A partir dos dados coletados, cria-se um perfil do cliente que esmiúça suas necessidades diárias e como é possível criar soluções por meio da casa. “Um exemplo básico, é um projeto acústico para eliminar ruídos que atrapalham a qualidade do sono”, explica a arquiteta.

A planta da casa também pode sofrer alterações após a conclusão do estudo, a fim de reorganizar os ambientes para adequá-los melhor à demanda dos moradores. “Mas também é possível adaptar sem quebra-quebra”, afirma. Criar estímulos para os cinco sentidos é uma das transformações que não exigem obra, por exemplo. Para o olfato, traga aromas; músicas para a audição; e texturas para o tato. “No entanto, não é uma receita que repetimos em cada projeto. Para ter resultado, é preciso ser o mais personalizado possível. Afinal, cada pessoa tem suas necessidades”, complementa a profissional.

Ainda assim, algumas dicas podem ajudar quem deseja começar a pensar a casa através da neuroarquitetura. Confira as indicações para começar já!

1 – Ar livre

Ambientes bem iluminados e com boa ventilação estimulam o relaxamento. Crie uma fachada com vista para a luz do sol e aproveite.

2 – Iluminação artificial

Na área íntima, invista em luz amarela que ajuda a estimular a produção de melatonina. A luz branca deve ficar em áreas que exigem concentração e foco.

 

3 – Natureza

A presença do verde não poderia ficar de fora. Criar sensação de natureza estimula o relaxamento. Aposte em plantas, quadros com paisagens, piso de madeira e até fontes de água.

 

4 – Organização

A organização dos ambientes é um dos pilares da neuroarquitetura. Afinal, nada é tão tranquilizante quanto livrar-se da bagunça. Estudos indicam que ajuda até a controlar a ansiedade. Que tal testar o método?

 

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Fonte: Revista Casa e Jardim

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