Recebendo um técnico na quarenta: o que fazer antes, durante e depois

Todos sabemos que a quarentena deve ser respeitada. Mas como receber um técnico caso haja uma urgência de reparo? Confira as dicas abaixo:

 

 

Durante uma crise de saúde pública, todos temos a responsabilidade de achatar a curva. Isso significa ficar em casa o máximo possível – e evitar receber pessoas em casa. Mas, mesmo que você esteja levando a sério o distanciamento social, alguns cenários de emergência podem exigir visitantes. Imagina uma situação onde o cano da pia da cozinha arrebenta ou você precisa de um técnico para arrumar a conexão com a internet para poder trabalhar remotamente?

Embora tenhamos muitas orientações claras sobre o que fazer quando saímos para realizar tarefas essenciais, não há diretrizes firmes sobre como tratar essas poucas visitas domiciliares. A epidemiologista Melissa Hawkins, diretora do Programa de Bolsas de Saúde Pública da Universidade Americana, em relato ao Apartment Therapy, deu algumas dicas e práticas para manter a saúde e a segurança durante essas visitas essenciais:

 

Antes da visita: desinfecte as superfícies tocadas com frequência

 

 

Antes do seu visitante chegar, verifique se sua casa está limpa e segura. Antes de fazer a checagem em todos os cantos do seu lar, pense em áreas de alto risco. As chances de que quem estiver vindo são de não precisar circular por todos os cômodos. Portanto, desinfecte os espaços ou superfícies que serão visitados ou tocados.

Se você tiver algum sintoma de doença, pense duas vezes sobre a importância da visita. “Se você ou alguém em sua casa estiver doente, considere adiar”, diz Melissa Hawkins. “Ou, se for uma emergência, seja sincero sobre a situação com seu visitante”.

Durante a visita: use máscaras, mantenha distância e evite tocar nas mesmas superfícies

 

 

Quando o visitante chegar, peça para ele tirar os sapatos na porta (ou fora) e pular as saudações de aperto de mão. Incentive seu visitante a usar máscara (embora seja provável que ele já esteja com uma).

Enquanto o técnico faz o seu trabalho, siga as diretrizes de distanciamento social, mantendo-se um metro e meio sempre que possível. Provavelmente não há necessidade de sair de casa, a menos que você confie totalmente na pessoa. “É perfeitamente razoável praticar o distanciamento seguro quando você estiver em casa; fique em outro quarto, mas também à disposição”.

Durante a visita, você também pode perguntar ao visitante qual é o plano dele para limpar as áreas em que toca ou trabalha. “É justo esperar e ter uma conversa com essa pessoa para confirmar que eles estarão limpando e higienizando qualquer equipamento ou superfície em que tocarem”.

 

No final, sempre opte por não tocar nas mesmas superfícies.

Por exemplo, seu eletricista pode solicitar um pagamento com cartão de crédito após a conclusão do serviço prestado. Verifique a possibilidade de sempre usar um cartão por aproximação, para não ter que inseri-lo e digitar a senha. Ler os números em voz alta ou pagar online mais tarde, são boas opções também. Não toque em nenhuma conta ou recibo que a outra pessoa tenha tocado. Você pode deixar esses objetos e superfícies sozinhos por 72 horas para permitir que o tempo do Coronavírus seja naturalmente inativado.

 

Depois que o visitante sair: lave as mãos e desinfete

 

Por fim, use a higiene direcionada para desinfetar as áreas em que a pessoa tocou, incluindo maçanetas e interruptores de luz. E sempre lave bem as mãos quando a pessoa sair de casa. “Em todas essas medidas, é bom agir com cautela sem ceder à paranoia. A chave é equilibrar as práticas de higiene com sua própria ansiedade e o que lhe trará conforto em termos de risco” termina Melissa Hawkins.

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Fonte: Casa – Editora Abril

As metragens mínimas para sala, quarto, cozinha e banheiro

Circulação: especialistas apontam as metragens mínimas para garantir a melhor distribuição e a passagem sem esbarrões

Quem nunca se viu espremido entre a mesa e a cadeira para outra pessoa conseguir passar atrás? Essa é uma das situações mais emblemáticas do mau dimensionamento de ambientes e dos itens que os compõem. Mas pode-se escapar do problema: antes de montar a casa, saque a fita métrica, meça móveis e paredes e se certifique de que restará espaço para transitar. “É preciso criatividade, pois as moradias estão cada vez menores”, diz a arquiteta Elisa Gontijo. Assim, não há como seguir à risca a ergonomia ideal apontada em livros de arquitetura, e as metragens variam de acordo com as particularidades. “Porém, existem distâncias mínimas a serem praticadas”, enfatiza o designer de interiores Roberto Negrete. Para que você saiba como pôr em ordem os cantos mais apertados, montamos layouts de quatro cômodos, tomando como base móveis e eletrodomésticos de tamanho padrão e respeitando o mínimo exigido de área livre. Atenção: as ilustrações mostram portas de 80 cm de largura, pois essa medida permite a passagem de cadeirantes. Mas, em imóveis prontos, geralmente as passagens são menores: 70 cm em quartos e 60 cm em banheiros.

Disposição eficiente nas salas de estar e jantar

– Portas: a de entrada no imóvel costuma ser a mais larga, com 80 cm. Neste e nos demais ambientes, é fundamental deixar desimpedido o ângulo da abertura – só dispense essa recomendação no caso de modelos de correr.

– Circulação: 60 cm bastam para uma pessoa transitar sem aperto, portanto, tente manter essa medida em todas as áreas de passagem. Se receber a visita de um cadeirante, você precisará afastar os móveis.

– Jantar: a mesa quase encostada na parede libera mais espaço para a movimentação e possibilita até mesmo que um aparador ocupe a parede em frente, deixando uma largura disponível de 1,35 m. Note que entre um dos pares de cadeiras e a parede atrás dele sobram 60 cm, intervalo que proporciona conforto quando alguém se senta ou se levanta – caso as cadeiras tenham braços, aumente essa distância em 20 cm. Do lado oposto, a outra dupla de assentos está de costas para o acesso aos quartos. Por essa razão, ali deve ser deixado um caminho de 80 cm, a fim de não prejudicar a circulação mesmo quando alguém empurrar a cadeira para trás.

– Estar: para incluir uma mesa de centro em salas estreitas, só abrindo mão do padrão recomendado de 60 cm livres. Entre a mesinha e o sofá, e entre ela e a poltrona, a distância mínima aceitável é de 40 cm – ainda assim, será preciso passar de lado caso alguém esteja sentado. Se o rack tiver gavetas, que se estendem por cerca de 30 cm quando abertas, você necessitará deixar um intervalo maior, de 50 cm, desse móvel até a mesa.

– Sofá: entre o braço do estofado e a parede vizinha devem restar 10 cm, respiro suficiente para abrigar a cortina. A mesinha lateral também fica afastada alguns centímetros.

Cozinha: a área de trabalho determina os intervalos

– Circulação: estabeleça um corredor de 1 m de largura sem barreiras. A distância supera a de outros cômodos para garantir a mobilidade de duas pessoas – enquanto uma usa a bancada, a pia ou o fogão, a outra transita com segurança, já que muitas vezes é necessário carregar louças e pratos quentes.

– Portas: por causa dos eletrodomésticos, as aberturas nesse ambiente costumam medir 80 cm. Nesta planta, a porta de entrada e a da geladeira não podem ser movimentadas ao mesmo tempo. Na prática, isso não costuma ser um problema pois, no dia a dia, é comum que a cozinha permaneça aberta, com a porta encostada na parede lateral. Se preferir, adote um modelo de correr, como foi feito no acesso à lavanderia, junto do fogão.

-Eletrodomésticos: tenha atenção redobrada às posições da geladeira e do fogão. Como esses equipamentos geram calor, que precisa ser dissipado, não podem ficar encostados nas paredes nem nos móveis adjacentes. O manual técnico de cada produto informa os distanciamentos específicos, mas, de modo geral, o vão sugerido por nossos consultores é a partir de 10 cm de cada lado.

– Fogão: quando o forno está aberto, é importante que restem livres 65 cm ou mais para que se consiga agachar, tirar o recipiente do interior e levantar sem o risco de esbarrões.

O quarto pede corredores de 60 cm

– Cama: nas duas laterais, preserve a passagem mínima de 60 cm. Em uma planta como esta, essa largura possibilita que o morador se sente para calçar os sapatos e ainda admite dois criados-mudos, com folga entre o colchão e a parede.

– Guarda-roupa: mantenha também 60 cm desimpedidos à frente dele. Cada folha de um armário de três portas pede cerca de 45 cm quando aberta, e as gavetas podem chegar a 40 cm. Se optar por um modelo com profundidade maior, ele deve contar com portas de correr.

Banheiro pequenino, porém funcional

– Porta: em geral, mede 60 cm, abertura inviável para quem depende de cadeira de rodas. Com uma planta estreita e alongada – a exemplo desta, usual em apartamentos novos –, o banheiro tem de estar fechado para que se possa abrir a porta do gabinete da pia. O vão de entrada do ambiente determina a profundidade do móvel: já que previmos uma porta acessível, de 80 cm, a bancada fica com no máximo 48 cm.

– Vaso sanitário: os 60 cm entre ele e a parede oposta garantem o acesso ao boxe. Cada lateral da bacia deve distar ao menos 30 cm dos elementos vizinhos, o que dá mais conforto ao usuário e permite apoiar uma lixeira e uma papeleira no piso.

– Área de banho: 90 cm é a largura mínima para o boxe. Assim, o morador se agacha e se movimenta livremente enquanto se ensaboa, lava o cabelo e se enxuga.

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Fonte: Casa

Parede em drywall ou alvenaria? Veja a análise e descubra suas vantagens e desvantagens!

A escolha correta dos materiais e sistemas construtivos para um projeto é uma das principais decisões a se tomar para que se tenha um resultado final realmente efetivo.

Quando se trata de escolher entre paredes em drywall e paredes convencionais (em alvenaria de tijolos), muitos profissionais ainda encontram dúvidas quanto às vantagens e desvantagens de cada sistema construtivo.

Por isso, para auxiliar essa decisão, listamos aqui alguns prós e contras do uso do sistema drywall comparados com a alvenaria.

Antes de começarmos, que tal ver o que é o drywall e entender como ele funciona?

Parede de alvenaria ou drywall: 7 vantagens do drywall

 

1 – Em projeto: menor espessura, maior área útil

O sistema drywall permite construir paredes com menor espessura que as paredes convencionais em alvenaria de tijolos.

Com paredes mais estreitas, ganha-se aproximadamente 5% de área útil no projeto. À primeira vista esse percentual pode parecer baixo, mas na verdade esse número pode fazer a diferença principalmente quando se tratam de apartamentos com área pequena, em que todo acréscimo de espaço disponível é muito bem-vindo.

 

2 – Em projeto: soluções mais criativas

 

O sistema drywall permite soluções criativas e diversificadas que podem personalizar os seus projetos. O drywall pode ser utilizado para a construção de paredes curvas, recortes para iluminação embutida em painéis e muito mais.

O drywall também pode ser utilizado para construção de itens de mobiliário como prateleiras, estantes e nichos, elementos que muitas vezes acabam por onerar o custo do projeto dependendo do material e acabamento escolhido.

 

3 – Durante a obra: rapidez e limpeza na montagem

O termo drywall designa um sistema de construção a seco, pois não utiliza água em sua montagem: as placas de gesso acartonado são parafusadas em perfis metálicos que já vão prontos para a obra.

Dessa forma, o uso do sistema drywall permite uma construção muito mais limpa em relação à execução de paredes convencionais, já que não demanda a utilização de argamassa ou outro material e gera menos entulho que a alvenaria convencional, sendo que os resíduos são recicláveis.

Além das vantagens do drywall em relação a limpeza da obra, a facilidade de corte e manuseio do produto e a leveza do drywall permitem que uma parede nesse material seja executada com muito mais rapidez e praticidade, reduzindo assim o tempo de obra e os custos com os prestadores de serviço.

 

4 – No resultado final: precisão e qualidade de acabamento

Outra vantagem do uso do sistema drywall é a precisão que se consegue atingir em termos de medidas de projeto e nivelamento de paredes e a qualidade do acabamento alcançado, perfeitamente liso.

Além disso, as paredes em drywall aceitam uma grande diversidade de revestimentos além da pintura, como texturas, papéis de parede, cerâmicas e azulejos, lembrando-se sempre das devidas vedações e impermeabilizações necessárias como em qualquer outro material.

 

5 – No resultado final: resistência ao fogo

Naturalmente o drywall já possui características em sua composição que reduzem a propagação das chamas.

Porém, quando necessário, paredes em drywall podem apresentar o efeito retardante ao fogo, ou seja, impedir seu alastramento, sendo muito recomendado para saídas de emergência ou em áreas de grande risco de incêndio, já que é capaz de “segurar” o fogo por até 90 minutos.

Para esse tipo de uso é necessário especificar tipos especiais de placas de drywall, conhecidas como drywall rosa. A grande vantagem, além da praticidade de instalação do material, é o valor relativamente baixo se comparado às outras técnicas de isolamento.

 

6 – No resultado final: isolamento de ruídos

Os sistemas drywall conseguem melhor isolamento do som e contribuem para o conforto nos ambientes no que se refere à transmissão de ruídos.

O produto já apresenta bom isolamento acústico, porém pode-se aumentar o rendimento incluindo entre as chapas materiais fibrosos, como lã de rocha ou lã de vidro, atribuindo características de atenuação e isolamento de sons.

Portanto, é possível obter um ótimo isolamento acústico e térmico, dependendo da estrutura interna projetada. Para verificação dos índices termoacústicos dos diferentes tipos de chapas, as empresas disponibilizam tabelas com o desempenho de cada produto.

 

7 – Pós-obra: manutenção e reparos

Uma grande vantagem do uso do sistema drywall está na fase pós-obra, quando surgem eventuais necessidades de manutenção e reparos, como na ocasião de vazamentos de água, por exemplo.

Nesse caso, rasga-se apenas a parte necessária para o acesso à tubulação e conserto do encanamento, sendo possível posteriormente fechar a abertura com o mesmo pedaço de chapa existente.

Dessa forma, tem-se uma rápida e total reconstituição da parede, sem o tradicional e incômodo “quebra-quebra” e sujeira das manutenções em paredes comuns de tijolos ou blocos.

 

Drywall ou alvenaria: 4 desvantagens do drywall

Visto algumas vantagens do drywall em relação às paredes em alvenaria de tijolos, também é necessário apontarmos alguns pontos de desvantagem desse sistema.

 

1 – Resistência

O sistema é menos resistente a impactos do que a alvenaria.

Porém cabe lembrar que o drywall atende aos requisitos de desempenho técnico em relação a pesos, impactos e outros aspectos exigidos pelas normas e regulamentações.

 

2 – Uso em paredes externas

O sistema drywall não pode ser utilizado para execução de paredes externas, que estejam submetidas à ação do tempo.

Mesmo as placas verdes, que tem resistência à umidade, devem ser utilizadas somente em ambientes internos da edificação, em áreas secas, úmidas ou molhadas, como cozinhas e banheiros.

 

3 – Instalação de móveis e equipamentos

Móveis e equipamentos como prateleiras, bancadas, nichos, televisores e outros, podem ser instalados em paredes de drywall, porém será necessário o uso de itens específicos, como buchas apropriadas, ou até mesmo prever estruturas internas de reforço metálico adequadas para o peso que as paredes irão suportar.

 

4 – Vulnerabilidade à insetos

Como a parede em drywall é composta por perfis metálicos e chapas de gesso acartonado, existe um espaço vazio entre as placas, que possibilita a proliferação de pequenos insetos como cupins e traças no seu interior.

Por isso, em locais quentes, principalmente, será necessário um maior controle.

Não esqueça da qualidade!

 

Então, convencido de que o drywall é um sistema eficiente para a construção de paredes?

Vale lembrar que apesar de muito prático e de fácil instalação, deve-se sempre contar com os serviços de um profissional especializado e produtos de qualidade para obter os melhores resultados.

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Fonte: Viva Decora

COMO ECONOMIZAR ÁGUA TROCANDO A VÁLVULA DE DESCARGA SEM QUEBRAR A PAREDE

 

Um vazamento na válvula de descarga pode ser resolvido apenas com a troca do reparo, que é a peça que regula a saída de água para o vaso sanitário. Ainda existe a preocupação de que o conserto só pode ser feito quebrando a parede e azulejos, mas especialistas garantem e demonstraram que a substituição é possível sem obra no banheiro, no caso do defeito apenas no dispositivo.

Principalmente em imóveis antigos, as válvulas instaladas possuem um sistema com quantidade de água superior ao necessário, em torno de 12 litros ou até mais, que resultam no consumo desnecessário. Se houver vazamento, um filete de água desperdiçado pelo vaso sanitário causa perda de 144 litros diariamente, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que cada pessoa use 110 litros de água/dia.
Além das opções de duplo acionamento (com opções para 3 e 6 litros), há no mercado reparos que reduzem o volume liberado pela descarga para no máximo 9 litros, em média, sem precisar mudar a parte externa da descarga, conhecida como espelho ou acabamento. Algumas peças são ainda mais econômicas e prometem consumo médio de 4,5 litros.

A orientação é sempre contratar um encanador ou um profissional com conhecimentos de hidráulica para avaliar qual peça deve ser usada e também fazer o serviço. Uma válvula mal regulada e instalada de forma errada pode aumentar o consumo ou até o vazamento. A troca não interfere na tubulação do banheiro porque o reparo só muda o acionamento da saída de água com o simples aperto do botão.

Os reparos mais econômicos podem ser comprados em lojas especializadas, com preços que variam entre R$ 25,90 e R$ 139, em três redes que comercializam o produto consultadas. Esse custo não leva em conta a mão de obra do profissional que deve fazer a instalação.

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Fonte: G1

NEUROARQUITETURA: ENTENDA A CIÊNCIA QUE CRIA ESPAÇOS PARA ESTIMULAR O BEM-ESTAR

 

Mais utilizada nos projetos comerciais, a neuroarquitetura promete criar ambientes relaxantes. Confira como funciona e aplique em casa

 

Já ouviu falar em neuroarquitetura? O termo refere-se ao estudo da neurociência aplicada à arquitetura. Em outras palavras, como o ambiente físico impacta em nosso cérebro. “Quando aplicada ao dia a dia, a neuroarquitetura pode melhorar a qualidade vida”, explica a arquiteta, especialista na ciência.

No Brasil, os estudos relacionados ao tema vêm ganhando espaço, mas ainda voltado para os projetos comerciais que visam estimular a produtividade dos funcionários, melhorar o foco e a concentração. Porém, é possível aplicar à técnica em casa para criar um refúgio confortável e relaxante.

Para isso, o primeiro passo é realizar em um estudo sobre o morador. “É uma parceria entre o arquiteto e um profissional da saúde, que pode ser um neurocientista ou um psicólogo”, afirma Priscilla. A partir dos dados coletados, cria-se um perfil do cliente que esmiúça suas necessidades diárias e como é possível criar soluções por meio da casa. “Um exemplo básico, é um projeto acústico para eliminar ruídos que atrapalham a qualidade do sono”, explica a arquiteta.

A planta da casa também pode sofrer alterações após a conclusão do estudo, a fim de reorganizar os ambientes para adequá-los melhor à demanda dos moradores. “Mas também é possível adaptar sem quebra-quebra”, afirma. Criar estímulos para os cinco sentidos é uma das transformações que não exigem obra, por exemplo. Para o olfato, traga aromas; músicas para a audição; e texturas para o tato. “No entanto, não é uma receita que repetimos em cada projeto. Para ter resultado, é preciso ser o mais personalizado possível. Afinal, cada pessoa tem suas necessidades”, complementa a profissional.

Ainda assim, algumas dicas podem ajudar quem deseja começar a pensar a casa através da neuroarquitetura. Confira as indicações para começar já!

1 – Ar livre

Ambientes bem iluminados e com boa ventilação estimulam o relaxamento. Crie uma fachada com vista para a luz do sol e aproveite.

2 – Iluminação artificial

Na área íntima, invista em luz amarela que ajuda a estimular a produção de melatonina. A luz branca deve ficar em áreas que exigem concentração e foco.

 

3 – Natureza

A presença do verde não poderia ficar de fora. Criar sensação de natureza estimula o relaxamento. Aposte em plantas, quadros com paisagens, piso de madeira e até fontes de água.

 

4 – Organização

A organização dos ambientes é um dos pilares da neuroarquitetura. Afinal, nada é tão tranquilizante quanto livrar-se da bagunça. Estudos indicam que ajuda até a controlar a ansiedade. Que tal testar o método?

 

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Fonte: Revista Casa e Jardim