Como ‘telhados verdes’ prometem mudar a vida nas grandes cidades

Além da sustentabilidade, eles trazem conforto térmico e acústico para os ambientes

 

 

Existem imóveis que têm verdadeiros jardins no topo de suas construções: o chamado telhado verde. Essa opção paisagística e arquitetônica apresenta diversos benefícios, como o gerenciamento de grandes volumes de cargas de águas pluviais, melhor conforto térmico da edificação, diversos serviços ambientais e até mesmo novas áreas de lazer e ocupação do espaço. Com foco na sustentabilidade, esses novos projetos estão reinventando a arquitetura convencional de grande edifícios.

Os jardins localizados nas lajes de prédios e casas promovem uma série de vantagens. Os telhados verdes são compostos por camadas que permitem que a vegetação instalada cresça corretamente, evitando as infiltrações que podem causar danos à estrutura do edifício. Esse tipo de paisagismo pode ser simples, somente com uma forração de gramíneas ou suculentas, o que chamamos de telhado verde extensivo, ou incluir vários tipos de espécies, de vários portes, podendo ser utilizadas, inclusive, árvores. São os telhados verdes intensivos, que devem ser previstos e adequados em projetos.

É preciso um projeto bem estruturado, antes da construção, para evitar gastos em excesso. Na concepção, temos que avaliar questões como o clima, a insolação, a exposição a ventos, a profundidade de solo, a sobrecarga na estrutura da edificação, o tipo de manutenção e irrigação e os objetivos estéticos, entre outros. Além disso, outro ponto importante são os testes de impermeabilização. Estando benfeita e testada, a impermeabilização evita problemas e o telhado verde ajuda a protegê-la contra a variação de temperatura e a dilatação, aumentando a sua vida útil.

A instalação de uma laje verde ajuda no escoamento da água da chuva, uma vez que parte dela fica retida pelo substrato. Logo, o volume despejado no sistema de esgoto é menor, assim como ajuda a reduzir as chances de enchentes, alagamentos e desconfortos a partir do excesso de água. Outra possibilidade positiva é incorporar junto às plantas e vegetações ferramentas de armazenamento para que a água seja reutilizada na própria edificação. Além de sua capacidade de gerenciamento das águas pluviais, as plantas e a terra do teto verde funcionam como filtro natural da água, que pode ser armazenada ainda mais limpa, para depois ser usada na irrigação do paisagismo, jardins verticais, nas bacias sanitárias, no chuveiro e, e dependendo do tratamento, até mesmo para cozinhar ou beber.

A barreira acústica natural de um telhado verde é mais um ponto a ser destacado. Exitem estudos que comprovam que um jardim suspenso reduz a reflexão sonora em até três decibéis e melhora o isolamento acústico em até oito decibéis. Menos barulho significa mais qualidade de vida.

Fator importante com relação ao telhado verde é sua capacidade de manter a umidade relativa do ar constante no entorno do edifício, formando um micro ecossistema. Assim, contribui no combate ao efeito estufa, aumentando a retirada de carbono da atmosfera ao mesmo tempo em que oferece maior conforto, beleza e bem-estar para os moradores e/ou usuários da edificação. Nesse contexto, o telhado verde ajuda na umidificação do ar seco, o que ameniza o calor e gera impacto positivo direto aos moradores dos edifícios e regiões próximas. Inclusive, há diminuição do uso do ar-condicionado em até 75%, sem prejudicar o bem-estar. Para se ter uma ideia, a temperatura de um apartamento abaixo de um telhado verde é semelhante à de um localizado no piso térreo.

 

PARA ALÉM DA NATUREZA

 

 

Além disso, o telhado verde a melhora da saúde mental e física das pessoas que estão ao redor. O convívio com o verde proporciona uma agradável sensação de bem-estar, traz felicidade, reduz o estresse e eleva a autoestima das pessoas. Proporciona um ambiente mais fresco e agradável, protegendo o edifício de temperaturas extremas, especialmente no verão, podendo reduzir, em média, seis graus na temperatura. Estudos mostram que o contato com o verde no ambiente corporativo, por exemplo, aumenta a produtividade e a criatividade.

Qualquer construção tem condição de introduzir esse tipo de paisagismo, mas com ressalvas. Ele deve ser bem planejado e, no caso de imóveis já construídos, é importantíssima a avaliação da estrutura para se definir o melhor sistema de telhado verde a ser utilizado. Os telhados verdes já estão deixando de ser uma tendência e se tornando realidade. Em algumas cidades já é obrigatória, por lei, a implantação do telhado verde.

Além disso, o telhado verde agrega valor ao imóvel e é relevante para as cidades. Cada um fazendo sua parte conseguimos mudar e melhorar o ambiente urbano, trazendo mais qualidade de vida para todos.

 

POR QUE INVESTIR EM UM TELHADO VERDE

  • Diminui a poluição e melhora a qualidade do ar das cidades. A vegetação absorve as substâncias tóxicas e libera oxigênio na atmosfera
  • Ajuda a combater o efeito de ‘ilhas de calor’ nas grandes cidades
  • Melhora o isolamento térmico da edificação. Protege contra as altas temperaturas no verão e ajuda a manter a temperatura interna no inverno
  • Melhora o isolamento acústico da edificação. A vegetação absorve e isola ruídos
  • Maior retenção da água das chuvas. A vegetação auxilia na drenagem da água da chuva, reduzindo, assim, a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto, e ainda filtra a poluição dessas águas
  • Diminui a possibilidade de enchentes. Como retém melhor a água da chuva, o excesso não vai para as ruas
  • Ajuda na diminuição da temperatura dos micro e macroambientes externos
  • Reduz o consumo de energia e melhora a eficiência energética devido à redução da temperatura no ambiente interno, diminuindo a necessidade de refrigeração
  • Aumento da biodiversidade, atraindo pássaros e borboletas, entre outros
  • Traz conscientização ambiental e tem um estético principalmente para os prédios vizinhos, pois é muito mais agradável ver um jardim que um telhado.

 

CONHEÇA OS DOIS TIPOS DE TELHADOS

  • Intensivo (ou semi): mais espesso e suporta maior variedade de plantas. No entanto, é mais pesado e exige maior manutenção. A espessura mínima de instalação é de 20cm. É preciso cuidado especial na consideração dos cálculos estruturais, que consideram, nos edifícios em concreto armado no Brasil, uma carga média de 300kg/m
  • Extensivo: mais fino e leve, com no máximo 8cm de espessura e coberto tipicamente com forração. No entanto, tem menor retenção das águas pluviais

 

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Fonte: Estado de Minas

Parede em drywall ou alvenaria? Veja a análise e descubra suas vantagens e desvantagens!

A escolha correta dos materiais e sistemas construtivos para um projeto é uma das principais decisões a se tomar para que se tenha um resultado final realmente efetivo.

Quando se trata de escolher entre paredes em drywall e paredes convencionais (em alvenaria de tijolos), muitos profissionais ainda encontram dúvidas quanto às vantagens e desvantagens de cada sistema construtivo.

Por isso, para auxiliar essa decisão, listamos aqui alguns prós e contras do uso do sistema drywall comparados com a alvenaria.

Antes de começarmos, que tal ver o que é o drywall e entender como ele funciona?

Parede de alvenaria ou drywall: 7 vantagens do drywall

 

1 – Em projeto: menor espessura, maior área útil

O sistema drywall permite construir paredes com menor espessura que as paredes convencionais em alvenaria de tijolos.

Com paredes mais estreitas, ganha-se aproximadamente 5% de área útil no projeto. À primeira vista esse percentual pode parecer baixo, mas na verdade esse número pode fazer a diferença principalmente quando se tratam de apartamentos com área pequena, em que todo acréscimo de espaço disponível é muito bem-vindo.

 

2 – Em projeto: soluções mais criativas

 

O sistema drywall permite soluções criativas e diversificadas que podem personalizar os seus projetos. O drywall pode ser utilizado para a construção de paredes curvas, recortes para iluminação embutida em painéis e muito mais.

O drywall também pode ser utilizado para construção de itens de mobiliário como prateleiras, estantes e nichos, elementos que muitas vezes acabam por onerar o custo do projeto dependendo do material e acabamento escolhido.

 

3 – Durante a obra: rapidez e limpeza na montagem

O termo drywall designa um sistema de construção a seco, pois não utiliza água em sua montagem: as placas de gesso acartonado são parafusadas em perfis metálicos que já vão prontos para a obra.

Dessa forma, o uso do sistema drywall permite uma construção muito mais limpa em relação à execução de paredes convencionais, já que não demanda a utilização de argamassa ou outro material e gera menos entulho que a alvenaria convencional, sendo que os resíduos são recicláveis.

Além das vantagens do drywall em relação a limpeza da obra, a facilidade de corte e manuseio do produto e a leveza do drywall permitem que uma parede nesse material seja executada com muito mais rapidez e praticidade, reduzindo assim o tempo de obra e os custos com os prestadores de serviço.

 

4 – No resultado final: precisão e qualidade de acabamento

Outra vantagem do uso do sistema drywall é a precisão que se consegue atingir em termos de medidas de projeto e nivelamento de paredes e a qualidade do acabamento alcançado, perfeitamente liso.

Além disso, as paredes em drywall aceitam uma grande diversidade de revestimentos além da pintura, como texturas, papéis de parede, cerâmicas e azulejos, lembrando-se sempre das devidas vedações e impermeabilizações necessárias como em qualquer outro material.

 

5 – No resultado final: resistência ao fogo

Naturalmente o drywall já possui características em sua composição que reduzem a propagação das chamas.

Porém, quando necessário, paredes em drywall podem apresentar o efeito retardante ao fogo, ou seja, impedir seu alastramento, sendo muito recomendado para saídas de emergência ou em áreas de grande risco de incêndio, já que é capaz de “segurar” o fogo por até 90 minutos.

Para esse tipo de uso é necessário especificar tipos especiais de placas de drywall, conhecidas como drywall rosa. A grande vantagem, além da praticidade de instalação do material, é o valor relativamente baixo se comparado às outras técnicas de isolamento.

 

6 – No resultado final: isolamento de ruídos

Os sistemas drywall conseguem melhor isolamento do som e contribuem para o conforto nos ambientes no que se refere à transmissão de ruídos.

O produto já apresenta bom isolamento acústico, porém pode-se aumentar o rendimento incluindo entre as chapas materiais fibrosos, como lã de rocha ou lã de vidro, atribuindo características de atenuação e isolamento de sons.

Portanto, é possível obter um ótimo isolamento acústico e térmico, dependendo da estrutura interna projetada. Para verificação dos índices termoacústicos dos diferentes tipos de chapas, as empresas disponibilizam tabelas com o desempenho de cada produto.

 

7 – Pós-obra: manutenção e reparos

Uma grande vantagem do uso do sistema drywall está na fase pós-obra, quando surgem eventuais necessidades de manutenção e reparos, como na ocasião de vazamentos de água, por exemplo.

Nesse caso, rasga-se apenas a parte necessária para o acesso à tubulação e conserto do encanamento, sendo possível posteriormente fechar a abertura com o mesmo pedaço de chapa existente.

Dessa forma, tem-se uma rápida e total reconstituição da parede, sem o tradicional e incômodo “quebra-quebra” e sujeira das manutenções em paredes comuns de tijolos ou blocos.

 

Drywall ou alvenaria: 4 desvantagens do drywall

Visto algumas vantagens do drywall em relação às paredes em alvenaria de tijolos, também é necessário apontarmos alguns pontos de desvantagem desse sistema.

 

1 – Resistência

O sistema é menos resistente a impactos do que a alvenaria.

Porém cabe lembrar que o drywall atende aos requisitos de desempenho técnico em relação a pesos, impactos e outros aspectos exigidos pelas normas e regulamentações.

 

2 – Uso em paredes externas

O sistema drywall não pode ser utilizado para execução de paredes externas, que estejam submetidas à ação do tempo.

Mesmo as placas verdes, que tem resistência à umidade, devem ser utilizadas somente em ambientes internos da edificação, em áreas secas, úmidas ou molhadas, como cozinhas e banheiros.

 

3 – Instalação de móveis e equipamentos

Móveis e equipamentos como prateleiras, bancadas, nichos, televisores e outros, podem ser instalados em paredes de drywall, porém será necessário o uso de itens específicos, como buchas apropriadas, ou até mesmo prever estruturas internas de reforço metálico adequadas para o peso que as paredes irão suportar.

 

4 – Vulnerabilidade à insetos

Como a parede em drywall é composta por perfis metálicos e chapas de gesso acartonado, existe um espaço vazio entre as placas, que possibilita a proliferação de pequenos insetos como cupins e traças no seu interior.

Por isso, em locais quentes, principalmente, será necessário um maior controle.

Não esqueça da qualidade!

 

Então, convencido de que o drywall é um sistema eficiente para a construção de paredes?

Vale lembrar que apesar de muito prático e de fácil instalação, deve-se sempre contar com os serviços de um profissional especializado e produtos de qualidade para obter os melhores resultados.

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Fonte: Viva Decora

COMO ECONOMIZAR ÁGUA TROCANDO A VÁLVULA DE DESCARGA SEM QUEBRAR A PAREDE

 

Um vazamento na válvula de descarga pode ser resolvido apenas com a troca do reparo, que é a peça que regula a saída de água para o vaso sanitário. Ainda existe a preocupação de que o conserto só pode ser feito quebrando a parede e azulejos, mas especialistas garantem e demonstraram que a substituição é possível sem obra no banheiro, no caso do defeito apenas no dispositivo.

Principalmente em imóveis antigos, as válvulas instaladas possuem um sistema com quantidade de água superior ao necessário, em torno de 12 litros ou até mais, que resultam no consumo desnecessário. Se houver vazamento, um filete de água desperdiçado pelo vaso sanitário causa perda de 144 litros diariamente, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que cada pessoa use 110 litros de água/dia.
Além das opções de duplo acionamento (com opções para 3 e 6 litros), há no mercado reparos que reduzem o volume liberado pela descarga para no máximo 9 litros, em média, sem precisar mudar a parte externa da descarga, conhecida como espelho ou acabamento. Algumas peças são ainda mais econômicas e prometem consumo médio de 4,5 litros.

A orientação é sempre contratar um encanador ou um profissional com conhecimentos de hidráulica para avaliar qual peça deve ser usada e também fazer o serviço. Uma válvula mal regulada e instalada de forma errada pode aumentar o consumo ou até o vazamento. A troca não interfere na tubulação do banheiro porque o reparo só muda o acionamento da saída de água com o simples aperto do botão.

Os reparos mais econômicos podem ser comprados em lojas especializadas, com preços que variam entre R$ 25,90 e R$ 139, em três redes que comercializam o produto consultadas. Esse custo não leva em conta a mão de obra do profissional que deve fazer a instalação.

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Fonte: G1

DICAS NA HORA DE REALIZAR UMA REFORMA HIDRÁULICA

Se a sua casa já tem bastante tempo de vida útil, é provável que alguns aspectos dela já estejam comprometidos. Como por exemplo, a parte de instalação hidráulica, que após anos sem nenhum reparo, pode acarretar em infiltrações e vazamentos em seu lar. Caso isso já esteja acontecendo em sua casa, o ideal é realizar uma reforma hidráulica.

Sabemos que a palavra ‘reforma’ já causa uma dor de cabeça. Ainda mais quando envolve uma parte tão importante quanto o sistema hidráulico da casa. Mas com essas dicas, com certeza a reforma hidráulica de sua casa terá sucesso.

 

1 – Utilize Materiais de qualidade

Pode parecer uma dica simples, mas tem um grande valor. Quando for a lojas de materiais, preste atenção em cada material que irá comprar. Observe se cada cano comprado corresponde com a necessidade- para água quente ou fria, para esgotos ou água potável, baixa ou alta pressão, entre outros.

Materiais de baixa qualidade possuem uma vida útil inferior, fazendo com que a reforma hidráulica realizada, também tenha uma durabilidade menor. Por isso, é muito recomendável ver se a marca é certificada. Consulte se o fabricante é avaliado pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e veja se ele segue as normas.

 

2 – Tenha registro em cada ponto de água (cozinha, banheiro)

Caso você tenha apenas um registro para a sua casa inteira, aproveite a reforma hidráulica para reverter essa situação. É extremamente importante que cada cômodo que contenha pontos de água (cozinha, banheiro, área de serviços) tenha seu próprio registro. Isso faz com que não precise fechar toda a circulação de água e encerrar o fluxo na casa inteira.

 

3 – Não feche pisos e paredes sem antes testar a instalação elétrica

Mesmo que a instalação elétrica esteja nova e pronta, é necessário realizar alguns testes para verificar se não existe nenhum tipo de vazamento, caso alguma parte não esteja bem encaixada. Apenas ao realizar o teste, permita que a fase seguinte da reforma seja realizada. Caso contrário, você corre o risco de precisar quebrar novamente a parte da instalação, para realizar alguns reparos.

 

4- Conte com uma mão de obra especializada e um bom projeto de reforma hidráulica

Talvez a dica mais importante. Ao realizar uma reforma hidráulica, é extremamente necessário a contratação de uma mão de obra especializada, acompanhada de um ótimo projeto.

Com a ajuda de profissionais, eles saberão definir onde cada cano deve ser colocado. Além de saber qual é o diâmetro adequado e, também, definir qual o tipo de material é o mais recomendável a se usar na reforma.

Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário que um arquiteto ou engenheiro seja responsável por elaborar um projeto para a parte hidráulica de sua casa.

Com essas dicas, com certeza você irá realizar a reforma hidráulica de sua casa com eficiência e sem nenhuma dor de cabeça. Se você gostou, confira mais de nossos artigos visitando nosso blog.

 

Fonte: Geimper